Grã-Bretanha e UE voltam a entrar em confronto sobre cidadania

Por Rafael Alexandre –

Aprimeira-ministra britânica, Theresa May, estaria se opondo ao pré-acordo firmado em dezembro sobre a questão dos direitos dos cidadãos europeus que morarem no Reino Unido durante o período de “transição” do Brexit, informa a mídia do país nesta quinta-feira (1º).

Segundo fontes do governo, ela exige que haja uma “diferenciação” no tratamento entre aqueles que chegarem ao país antes do fim das negociações da saída da União Europeia, ou seja, até 29 de março de 2019, daqueles que chegarem durante o período de transição, entre 30 de março de 2019 e 31 de dezembro de 2020.

Após a veiculação da notícia, que não foi confirmada pela premier durante os discursos que fez em sua visita à China, os europeus já começaram a reagir. O líder dos liberais no Parlamento Europeu, Guy Verhofstadt, afirmou que “o direito dos cidadãos europeus durante o período de transição não é negociável”.

O tema da cidadania foi um dos mais complicados durante a primeira fase de negociações do Brexit, encerrada em dezembro do ano passado. Em um documento divulgado em 8 de dezembro, May se comprometeu a garantir os mesmos direitos dos cidadãos da União Europeia que moram no país mesmo após a saída do bloco – o que seria recíproco por parte dos europeus.

No entanto, se confirmada, a informação pode causar danos à segunda fase das negociações, mais focada em questões de economia e comércio, e que deve iniciar em breve.

O processo de saída dos britânicos da UE foi notificado em 29 de março de 2017, após um referendo em julho de 2016 dar a vitória para aqueles que desejavam o Brexit. Por regulamento, as negociações de saída devem durar exatos dois anos. Com informações da ANSA.

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