Cia de Dança:Passinho Brazil um projeto Social que deu certo

Por Islei Cavalcante –

Imagine se os governos federal, estaduais e municipais cumprissem a Constituição Federal  em

seu artigo 6º ,que diz: São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho,

a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade

e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. Só que não!

Cia de Dança Passinho Brazil, pousando para fotos em frente a Caixa Cultural em SP

Como a realidade é diferente de nossa Carta Magna, os diretores do projeto social Passinho

Brazil Cia de Dança. Byron Mendes e Henrique Talmah, idealizaram este projeto.

Onde bailarinos de comunidades carentes do Rio de Janeiro, com supervisão e coreografia do

diretor Henrique Talmah, Fazem apresentações em locais públicos e privados, projeto este que

teve inicio em 2013 , no Liceu de Dança em Botafogo na zona Sul Carioca, projeto

idealizado pelos diretores Byron Mendes e Henrique Talmah, que com muito trabalho

conseguiram mudar a vida de alguns jovens de comunidades carentes, na conhecida cidade

maravilhosa, onde a realidade de jovens meninos e meninas não são tão maravilhosa, como

o título dado a cidade do Rio de Janeiro.

 

  Cia de Dança Passinho Brazil

O projeto surgiu a partir do lançamento de um edital da Secretaria de Cultura do estado,

em 2014, com o intuito de fazer um espetáculo de funk. Fizemos várias audições para

selecionar os dançarinos que iam fazer parte dessa apresentação, e quando nos demos conta

já tínhamos uma companhia de dança em mãos, com vários convites surgindo antes mesmo

de termos o show pronto , diz Byron Mendes.

Voltando ao começo como seria se, os governos federal, estaduais e municipais devolvessem

1% dos impostos arrecadados, aos brasileiros e principalmente, usassem este dinheiro para fomentar projetos como este? Quanto será que custa para os governos socorrerem um menor alvejado

por um projetil de arma de fogo? Quanto custa para os governos acionar uma ambulância do

SAMU? Quanto custa um motorista ou mesmo um enfermeiro ou médico?  Ou todos os

envolvidos em uma operação para tentar salvar a vida de um jovem em sua maioria pobre,

negro ou morador de comunidades carentes? Seria somente 1% por cento dos impostos.

Como nossos entrevistados não tem apoio de governantes, o jeito foi fazer igual a maioria dos

brasileiros, inventar, improvisar e correr atras de maneiras de viabilizar o projeto que vai alem

do apoio social!Nesta iniciativa os jovens escolhidos aprendem alem dos passos de danças,

aprendem lições de cultura, ritmos e danças contemporânea, onde entra as inspirações do

diretor artístico e coreógrafo Henrique Talmah. Enquanto isto na outra ponta o diretor cultural

Byron Mendes se desdobra para buscar editais de cultura e iniciativas privadas que fomentam

a cultura no país.

Hoje nosso repórter, assistiu a apresentação no espaço cultural Caixa em São Paulo onde os

jovens bailarinos emocionaram a plateia ali presente e com espaço lotado.

Nos anos de existência, a companhia marcou presença em festivais como o Internacional de

Dança de Cabo Frio, o de Inverno de Petrópolis, o Dança Ourinhos, o Palácio Guanabara e a

Mostra de Cultura Urbana na Uerj.

Convites para apresentações fora do país também já aconteceram, mas elas foram impedidas

pela dificuldade do grupo de custear as passagens. Ainda assim, há boas perspectivas de que

a companhia viaje para Portugal e Alemanha no próximo ano para mostrar a que vai.

Uma chance aguardada ansiosamente pelo grupo.

O mais gratificante é ver o olhar do público, o modo como olham para nós enquanto dançamos

Tiram foto, querem falar conosco, adicionam no Facebook. Estou cheio de solicitações no meu

perfil por conta do passinho .afirma Ygor Machado, ou melhor, o Ygor Fantasminha, de 15 anos que virou dançarino por influência dos amigos na Vila Cruzeiro.

Ele, que também sonha em ser marinheiro, técnico de informática e bacharel em Direito,

mostra-se grato à oportunidade de servir de vitrine para uma expressão artística nascida nas

comunidades cariocas.

Gosto de fazer parte do movimento e da relação que a gente constrói com as pessoas.

Desde que eu entrei no grupo, muita coisa mudou. Eu poderia ser mais um garoto no caminho

errado, e o passinho evitou isso  afirma ele.

Henrique Talmah afirma ainda  que, o profissionalismo dos jovens envolvidos no projeto.

esse entendimento de que o que a gente desenvolve aqui é um trabalho artístico.
Isso é difícil de fazer que as pessoas entendam, já que é algo que se dança na rua, de forma
despretensiosa. O grupo já foi maior no passado, mas realmente optamos por só seguir com
quem tinha esse profissionalismo diz Talmah.

Como todo profissional que se preze, é cobrado deles o mesmo empenho também nos estudos

Uma forma de reforçar a importância do movimento como fator de mudança social”

Henrique Talmah

 

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