Com geração talentosa na berlinda, Bélgica encara o Panamá

Por Islei Cavalcante –

atacante belga Eden Hazard, 27, é um dos principais nomes da geração mais promissora da história do país. O desempenho inconsistente da equipe, porém, resume o que é o jogador do Chelsea (ING).

Hazard desapareceu nas horas importantes com a camisa da seleção. Foi assim nas quartas de final da Copa de 2014 (derrota por 1 a 0 para a Argentina) e na mesma fase da Eurocopa de 2016 (caiu diante de País de Gales por 3 a 1).

“Ele vem jogando bem pelo Chelsea e creio que as pessoas não percebem o quanto é regular nos jogos, apesar de sempre ser muito marcado”, disse o técnico da seleção, Roberto Martínez. Nesta segunda-feira, contra o Panamá, que faz sua primeira partida em Copas, Hazard terá a chance de mostrar isso. O jogo acontece às 12h (horário de Brasília), no estádio Oímpico Fisht, em Sochi.

A Bélgica ocupa o terceiro lugar no ranking da Fifa, atrás de Alemanha (líder) e Brasil (segundo), mostrando que pode, sim, levantar a taça em 15 de julho. Os belgas estão invictos há 19 partidas e contam com protagonistas de grandes clubes europeus. O meia De Bruyne, 26 anos, é destaque do Manchester City, campeão inglês. O goleiro Courtois, 26, e o meia-atacante Hazard, 27, ganharam a Copa da Inglaterra com o Chelsea. Lukaku, 25, é o centroavante titular do Manchester United.

“O Eden [Hazard] vive momento perfeito. Ganhou um troféu na última temporada, é capitão do Chelsea, tem liderança. Temos atletas prontos para uma grande marca. O De Bruyne está em ótima fase. Mas erraremos se apostarmos em um, dois ou três. Precisamos de todos”, disse o treinador. “Somos privilegiados por ter esse grupo. Eles são embaixadores do futebol belga.”

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Hazard, De Bruyne, Kompany e Courtois já carregam a experiência de uma Copa. Eles e outros 11 atletas que fizeram parte do time que veio ao Brasil. Ao lado de México e Suíça, a Bélgica é a seleção de 2018 com mais remanescentes de 2014.

Por outro lado, há também o peso das frustrações recentes. Dois anos depois da derrota no Mundial do Brasil, os belgas fracassaram contra País de Gales nas quartas da Euro-16. Há uma dose de ironia no termo “ótima geração belga”, sobretudo quando cunhado após insucessos. “É uma oportunidade para esses jogadores mostrarem o que podem. Temos que começar sabendo como vencer”, disse Martínez.

SONHO DO PANAMÁ

A presença do presidente Juan Carlos Varela no hotel onde o Panamá está concentrado mostra como é importante para o país a estreia em uma Copa do Mundo. Também participou do encontro o ídolo panamenho Mariano Rivera, uma lenda do beisebol (jogou no New York Yankees por 18 anos).

“Favorito não somos, mas, se estivermos em um bom dia, poderemos fazer algo”, sonha o técnico Hernán Darío Gómez. Já o lateral Davis adverte: “Assim como equipes pequenas podem surpreender, também podem ser goleadas”.

BÉLGICA

Courtois; Alderweireld, Boyata, Vertonghen; Meunier, Witsel, De Bruyne, Carrasco; Mertens, Lukaku, Hazard. T.: Roberto Martínez

PANAMÁ

Penedo; Murillo, Román Torres, Escobar, Eric Davis; Gómez, Rodríguez, Godoy, Cooper, Bárcenas; Blas Pérez. T.: Hernán Dario Gómez

Local: Estádio Olímpico Fisht, em Sochi

Horário: 12h desta segunda-feira

Juiz: Janny Sikazwe (ZAM)

Com informações da Folhapress.

 

 

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