Inglaterra estreia contra Tunísia e desafia jejum de 52 anos

Por Islei Cavalcante –

Na última Copa, no Brasil, a Inglaterra acabou sendo eliminada na fase de grupos, ao lado da Itália

Não é culpa de Raheem Sterling, 23, a Inglaterra estar há 52 anos sem um título de expressão. Mas o meia-atacante do Manchester City (ING) representa a imagem da seleção em cinco décadas.

Sterling é conhecido pela capacidade de atrair controvérsias e incompetência para decidir jogos importantes.

Ele tem a chance de mudar essa fama a partir da estreia inglesa na Copa, nesta segunda (18), às 15h, contra a Tunísia, em Volgogrado. Depois do título de 1966, a melhor campanha da Inglaterra foi em 1990, quando terminou na quarta posição.

Se isso mudar em 2018, provavelmente será porque Sterling jogou bem. Um atleta que se apresentou à seleção com atraso de 12 horas. Isso dias após mostrar uma metralhadora tatuada na panturrilha. Ele explicou ser uma lembrança do pai, que morreu baleado na Jamaica quando o jogador tinha dois anos.

“Ele tem um catálogo de histórias a respeito de sua vida. Mas está aqui porque tem muita personalidade”, elogiou o técnico Gareth Southgate.

Na última Copa, no Brasil, a Inglaterra acabou sendo eliminada na fase de grupos, ao lado da Itália. Classificaram-se no Grupo D o Uruguai e a Costa Rica, país com pouca tradição no futebol.

Na Eurocopa-16, um novo vexame: queda nas oitavas de final para a Islândia.

A última vez que chegou nas quartas de final foi em 2006, na Alemanha.

Com uma equipe renovada, que ficou invicta nas eliminatórias (oito vitórias e dez empates), os ingleses, ao lado da Espanha, tiveram a defesa menos vazada: três gols sofridos. Por isso, chegam à Rússia sonhando alto.

“Por que eu limitaria o que eles sentem ser possível? Meu trabalho é permitir que as pessoas sonhem. Faça o impossível parecer possível. Nenhum de nós vai ficar animado ou sair da cama apenas para sair do grupo. Eles estão na idade, têm fome, entusiasmo e qualidade para que possam continuar melhorando”, afirmou Southgate.

Já a Tunísia enxerga a possibilidade de fazer história e se apega nas zebras dessa primeira rodada para emparelhar o confronto.

“Nós vimos Islândia x Argentina. Vi que todos os times ficaram muito mais próximos um do outro. Sabemos que vamos jogar contra a Inglaterra, um time historicamente estabelecido. Mas sabemos que eles têm fraquezas também”, falou Nabi Maaloul, técnico da Tunísia.

“Nosso objetivo é fazer história e ir além da fase de grupos. Ir às oitavas ou quartas de final”, finalizou o treinador.

TUNÍSIA

Hassen; Ben Youssef, Meriah, Maaloui, Bedoui; Sassi, Ben Amor, Skhiri, Sliti, Badri; Khazri. T.: Nabil Maaloui

INGLATERRA

Pickford; Walker, Stones, Cahill; Trippier, Henderson, Lingard, Delle Ali, Rose; Sterling, Harry Kane. T.: Gareth Southgate

Local: Arena Volgogrado

Horário: 15h desta segunda-feira

Juiz: Wilmar Roldán (COL). Com informações da Folhapress.

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