Novo balanço de naufrágio na Tunísia confirma a morte de 35 imigrantes

Por Leonardo Sambaqui-

epa06239516 Migrants are transferred to the port of Almeria after being rescued by the Spanish maritime rescue services and Civil Guard off Almeria, southeastern Spain, on 01 October 2017 (issued on 02 October). Some 31 migrants, four of them women, were rescued while trying to reach Spanish territory on a small boat some 55 miles off Almeria’s coast. EPA/Carlos Barba

Os corpos de 35 imigrantes foram recuperados do mar e 68 pessoas foram resgatadas, indicou um novo balanço oficial de um naufrágio ocorrido no sul da Tunísia na noite de sábado (2) para domingo (3).

Anteriormente reportava-se apenas 11 mortos.

Na noite de sábado para domingo, uma embarcação precária em dificuldades com um número indeterminado de imigrantes a bordo foi avistada ao largo da costa da província de Sfax, no sul da Tunísia, informou inicialmente o Ministério do Interior tunisiano.

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Desde então, até “às 13:00 hora local (09:00 de Brasília), 35 corpos foram recuperados e 68 imigrantes foram socorridos”, afirmou, em declarações à agência noticiosa francesa France Presse (AFP), um porta-voz do Ministério da Defesa, Rachid Bouhoula, algumas horas depois das primeiras informações.

A identidade das vítimas fatais não é conhecida até ao momento.

Entre as pessoas resgatadas estão tunisianos e sete cidadãos oriundos da Costa do Marfim, Mali, Marrocos e Camarões, segundo acrescentou o mesmo porta-voz.

“A guarda costeira e a Marinha continuam com as buscas com o apoio de um avião militar”, referiu um comunicado divulgado pelo Ministério do Interior da Tunísia.

O mesmo ministério precisou que as autoridades receberam um pedido de ajuda no sábado, por volta das 22:45 hora local (18:45 em Brasília), de uma embarcação de pesca que estava a se afundando no largo de Kerkennah “com imigrantes a bordo”.

Os tunisianos tentam frequentemente atravessar o Mediterrâneo em direção a Itália, à procura de uma entrada para a Europa e de uma vida com melhores condições. Segundo várias organizações não-governamentais (ONG), esta situação reflete a insatisfação vivida por muitos jovens da Tunísia, muitos deles afetados pelo desemprego. Com informações da Lusa.

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